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domingo, 3 de maio de 2009

Um final feliz até (para uma história de amor)

Não digo também que era um dia ensolarado e cheio de energia. Era um domingo, com um sol fraco, um quase-friozinho e uma preguiça lascada. O dia se arrastava feito lesma no edredom.

No céu muitas nuvens gordas se revolucionavam. Indicavam indiscriminadamente: chu-va. Chuva? O que era mesmo isso? Não era aquela coisa de cair coisas do céu? Pensei em procurar no dicionário... O que caía do céu? Era o maná, o pão de Deus? Eram os anjos que desciam em bungee jump para se refrescar nas águas da terra? Ou era o açúcar cristal que caía sobre os pães doces? Chuva era calda de chocolate ou essência da cânfora? Chuva de cidreira, chuva de pufs, chuva eram pedras, chuvas gotículas de shiva's?

E de repente eu não lembrava mais o que era chuva, e usando o mesmo significante, eu poderia gerar um novo significado para esta palavra engraçada. O que eu queria que caísse das tais nuvens do céu, direto para mim? Pensei pensei pensei, e quis que do céu caísse alívio, pequenas partizezinhas de alívio gelado e refrescante, que me entrasse pelas roupas e levasse o calor da alma, eu pedi... eu pedi...: água!

E de repente do céu cairam pequenas gotinhas d'água que me molharam, me lavaram, me untaram, me engraxaram, e eu no chão, numa poça, renascido, expergido, pós-partado, eu sorri, porque não eram nuvens negras, era um sol brilhante de calor, e na igreja da esquina festejavam um casamento de espanhol.


....


Foi assim que eu lembro que tudo acabou.

4 comentários:

Jem disse...

"oh"

"chuvas de pufs"


tá bem, não aponto mais nada, está bem lindo isso aí!

andré disse...

Alívio seria uma ótima...mano, vou 'linkar' seu blog lá no purrinhola.zip.net, valeu?! abraço!

Larissa Alfonsi disse...

oiii!!!
adorei o texto! mesmo mesmo... como sempre/... =)
adoro sua escrita!

bjos!

Cristian Cobra disse...

André, o que é purrinhola.zip.net? cliquei aqui mas não encontrou!

Valeu a visita! Grande abraço!